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PM2.5 é a principal causa das mortes por poluição

PM2.5: poluição por combustíveis fósseis

De acordo com um estudo recente, levado a cabo pela Universidade de Harvard, em parceria com as universidades de Birmingham, Leicester e de Londres, os combustíveis fósseis foram a causa de morte de cerca 8.7 milhões de pessoas, em 2018.

A pesquisa revela que 1 em cada 5 mortes foi causada por poluição atmosférica. Segundo os especialistas, houve mais mortes por inalação de CO2 do que por tabagismo e malária.

Tudo isto se deve à inalação da partícula PM2.5, uma micropartícula 25 vezes menor que o diâmetro do cabelo humano, que tem como principal fonte de emanação a combustão do carvão, da gasolina e do gasóleo. Quando alojada nos pulmões, a PM2.5 causa inúmeras doenças, levando muitas vezes à morte por insuficiência respiratória

Tal como seria de esperar, a maior taxa de incidência de mortes por PM2.5 ocorreu nos países com maior dependência dos combustíveis fósseis para abastecer fábricas, residências e veículos.

Deste modo, a Ásia Oriental continua a ser a região do globo mais afetada, sendo, 30.7% dos óbitos causados por CO2. Logo a seguir, no ranking dos territórios com mais mortes por exposição à PM2.5, gerada pela combustão de combustíveis fósseis, encontra-se a Europa e os Estados Unidos da América, representando 1 em cada 10 mortes.

Na Europa, a PM2.5 é responsável por 16,8% das mortes em indivíduos com idade superior 14 anos e 13,6% em crianças até aos 5 anos.

PM2.5 combustíveis fósseis

“A qualidade do ar na China está a melhorar, mas as concentrações de PM2.5 ainda são incrivelmente altas. Também os EUA estão a melhorar, embora haja grande incidência no nordeste do país. Quanto à Europa, trata-se de uma situação mista. Já a Índia é um ponto de grande de preocupação.”, afirma Marais, investigadora e coautora do estudo.

No artigo consta que, por ano, biliões de toneladas CO2 continuam a ser libertadas para a atmosfera, a uma taxa 10 vezes mais rápida do que em 66 milhões de anos. Pode-se ler ainda que a eliminação total das emissões resultantes de combustíveis fósseis poderia aumentar um ano a esperança média de vida da população mundial e reduzir 2.3 triliões de euros nos custos económicos com o setor da saúde.

Embora algumas medidas já tenham vindo a ser adotadas pelos governos na tentativa de alcançar a neutralidade carbónica, os números continuam a ser astronómicos. Em 2019, estima-se que tenham morrido cerca de 4,2 milhões pessoas por este tipo de poluição.

” Os combustíveis fósseis têm, realmente, um grande impacto na saúde, no clima e no ambiente e é preciso uma resposta mais imediata. Alguns governos têm objetivos de neutralidade carbónica, mas talvez seja preciso levá-los mais adiante devido aos danos na saúde pública. Precisamos de muito mais urgência.”, afirma Eloise Marais, geógrafa na University College of London e coautora do estudo.

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