2030: o ponto de viragem para a Era dos Elétricos

2030 elétricos

Sabia que 61% dos veículos comerciais na Europa já podiam ser elétricos? E que dois terços da população só quer automóveis limpos a partir de 2030? Pois é… A era dos combustíveis fósseis está a acabar.

Estudo Webfleet Solutions

O estudo realizado pela Webfleet Solutions inquiriu 5mil empresas sobre Planificação e Eletrificação da Frota e chegou à conclusão de que que 61% dos veículos comerciais que circulam na Europa já podiam ser elétricos. Sendo que, 34,4% das empresas poderiam substituir todos os seus veículos, 57% apenas metade e 82,2% pelo menos um automóvel.

Se todos estas empresas procedessem à mudança sugerida, o consumo coletivo de gasolina reduzir-se-ia em 42% e o de gasóleo em 30%. Ao poupar em combustível, as emissões coletivas de C02 cairiam 31%.

Para efeitos deste estudo, considerou-se que um veículo com distância média diária percorria inferior a 300 km, durante 12 meses, poderiam ser substituídos por veículos elétrico. A escolha da marca dos 300 Km deve-se à autonomia média de modelos elétricos disponíveis no mercado.

Estudo da Federação Europeia de Transportes e Ambiente

A Federação Europeia de Transportes e Ambiente realizou um inquérito de opinião a cidadãos de oito países europeus, sobre as políticas de neutralização carbónica.

Algumas conclusões do estudo indicam que: quase dois em cada três habitantes apoia o fim da comercialização de veículos a combustão até 2030.

Quanto aos principais determinantes para a compra de veículos elétricos, 55% apontou o preço, 51% a rede de carregamento e 45% os níveis de autonomia.

E, apenas um em cada dez indivíduos considera que as vendas de automóveis elétricos não suplantarão no futuro os de automóveis a combustão.

O futuro da Europa

2030 elétricos“As políticas europeias de neutralidade climática, têm forçado os decisores políticos a repensar o papel dos veículos movidos a combustíveis fósseis. Em particular os movidos a gasóleo, com maiores emissões de óxido de azoto.”

Associação Zero

Neste momento há na Europa já dez países com planos para o fim do comércio de ligeiros de passageiros com motor de combustão, e uma série de cidades, que apenas permitirão automóveis sem emissões nos próximos anos. Entre elas Madrid, Paris, Amsterdão e Londres.

A Espanha, por exemplo, já aprovou a Lei sobre as Alterações Climáticas que implica, por exemplo, o fim dos carros a gasóleo, gasolina e até mesmo os híbridos, até 2040.

E na Noruega, depois de em 2020 os carros elétricos terem representado mais de 50% das vendas, 2021 avança com uma redução ainda mais significativa dos automóveis a gasolina e diesel.

Alguns fabricantes de automóveis também já se estão a alinhar com estas políticas, tendo anunciado o fim voluntário da produção de veículos a combustão.

A Volvo, por exemplo, garante que a evolução tecnológica está a ser muito rápida, e que por isso baixou os preços e aumentou a autonomia dos modelos elétricos. A empresa sueca admite ainda que, a partir de 2030, deixará de fabricar automóveis com motores tradicionais.

O caso português

2030 elétricos

Em Portugal, a possibilidade de se substituir veículos a gasolina e gasóleo por elétricos ainda é reduzida, até porque os postos de carregamento são insuficientes.

E, com a pandemia, parece que muitos preferem agora andar de veículo próprio, situação que está a preocupar a Associação Zero. A avaliação dos dados de concentração de dióxido de azoto, no centro de Lisboa, entre 5 e 9 de abril, revela que foi atingido o valore limite anual. Ou seja, uma concentração média de 40 ug/m3.

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