Inspeção automóvel tem novas regras. 4 passos para ficar a saber o essencial

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Inspeção automóvel com novas regras.

Desde o dia 1 de novembro que as regras para a inspeção automóvel se alteraram. Maior exigência e mais os aspetos em avaliação é o que pode esperar. Fique a saber o que há de novo e evite surpresas desagradáveis.

As regras para a inspeção automóvel sofreram alterações, que entraram em vigor no dia 1 de novembro. Procuram uniformizar as inspeções técnicas a veículos automóveis nos Estados-membros da União Europeia. Em 4 passos explicamos-lhe o essencial:

1. Novos aspetos avaliados

Foram introduzidos novos aspetos a avaliar – designados por “deficiências”. Tratam-se de falhas que passarão a ser identificadas na inspeção automóvel.

O combate à fraude de manipulação dos conta-quilómetros de veículos usados é uma destas deficiências, sendo mesmo a principal frente de batalha. Esta nova deficiência significa que, entre inspeções, o número de quilómetros do automóvel será fiscalizado para impedir este tipo de crime.

Outra deficiência introduzida diz respeito às operações de recolha de viaturas às oficinas das marcas – quando são detetados defeitos ou anomalias para que seja feita a reparação. Ou seja pretende-se verificar se os veículos inspecionados estão na lista dos modelos indicados para recolha de viatura e, se for o caso, se o veículo em questão foi selecionado.

2. Carro sujo? Cuidado…

Sim: um carro sujo pode dar direito a chumbo: “Sempre que as condições de limpeza prejudiquem as observações durante a inspeção, o veículo deve ser reprovado e o inspetor deve descrever na ficha de inspeção a não realização dos ensaios e verificações correspondentes à inspeção por não existirem condições de limpeza”, pode ler-se no texto publicado no Diário da República.

3. Outros detalhes relevantes

Além das mudanças já referidas, há outras alterações de pormenor a ter em atenção:
• Descrição mais específica e detalhada das deficiências encontradas para que sejam comparáveis entre inspeções mesmo que realizadas por diferentes inspetores, e para que os proprietários dos veículos inspecionados as compreendam perfeitamente;
• Introdução de anexo específico (Anexo X) para deficiências relacionadas com veículos híbridos e elétricos;
• Introdução de deficiências específicas de veículos de transporte de crianças e de transporte de deficientes, como o estado de conservação, fixação, sistema de aquecimento e ventilação, piso e degraus danificados, etc. (Anexo IX);
• Introdução de deficiências relacionadas com sistemas EPS (Direção Assistida Eletrónica), EBS (Sistema de Travagem Eletrónico) e ESC (Controlo Eletrónico de Estabilidade);
• Definição de novos valores máximos de opacidade dos gases de escape de acordo com a diretiva.

4. Mais transparência

Para evitar dúvidas e visando a maior transparência possível, a Deliberação n.º 723/2020 detalha em vários quadros anexos os diferentes procedimentos a adotar nas inspeções periódicas aos veículos, bem como a respetiva classificação de deficiências.

Entre os vários procedimentos aprovados na inspeção de veículos, encontra-se a possibilidade de remoção de “elementos desmontáveis como tapetes, tampas, coberturas, painéis ou outros” e a possibilidade de “o inspetor circular com o veículo dentro do respetivo centro de inspeção”.

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