Mercado de usados: Portugal cresce o dobro da Europa

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Mercado de usados pode fechar 2020 com números positivos

O mercado português de automóveis usados continua a dar sinais de dinamismo. O Observatório Indicata revela que a subida foi do dobro em relação à média dos 13 países analisados pela entidade do grupo Autorola.

O mercado nacional de carros usados cresceu 36,2%, contra 18% da média do mercado europeu, indica o Observatório Indicata. De notar, ainda assim, que também na média europeia há subida mais forte, já que o crescimento de 18% compara com 10,3% em agosto, 12,5% em julho e 13,5% em junho. O country manager da Autorola Portugal, Miguel Vassalo, refere que o comportamento no nosso país é melhor do que a média, mas que há tendências que se verificam na generalidade dos mercados. “Apesar das diferenças locais as principais tendências são transversais aos vários mercados: forte procura, desafios nos stocks e preços apesar de tudo estáveis”, salienta.

Pouco stock de eletrificados

Não obstante a rotação de stock estar em alta, em comparação com outros países europeus, esta provêm de uma base mais baixa, o que, aliado a uma robusta capacidade de importação de automóveis, permitiu a Portugal satisfazer uma forte procura. De facto, as rotações de stock de BEV (100% elétricos) e de híbridos são muito inferiores às das alternativas a combustão interna, e essa oferta desafogada permitiu um crescimento significativo do volume de vendas (66% e 70%, respetivamente). Ainda assim, a rotação de stock de gasolina é forte e foi a que mais aumentou (51%) como resultado de um aumento significativo dos volumes de vendas (90%).

A Inidicata revela que a rotação de stock de veículos com menos de um ano é sempre mais baixa do que as de outras faixas etárias, refletindo o efeito da publicação de viaturas de demostração que não estão realmente à venda. Porém, são os segmentos abaixo de um ano e de um a dois anos que mostram mais constrangimentos, com as rotações de stock a crescerem 74% e 66%, respetivamente.

Os preços têm, de acordo com a entidade do grupo Autorola, seguido a descida natural do ciclo de vida do produto. “No entanto, embora a diminuição esperada dos preços tenha abrandado, a baixa rotação de stock e a disponibilidade das importações, condicionaram os aumentos de preços, apesar do elevado crescimento da procura e das vendas”, refere a Indicata. “A relação entre a oferta e a procura está visivelmente desequilibrada pelo que, a manter-se por mais tempo, poderemos observar num futuro próximo o aumento dos preços de retalho. Resta-nos acompanhar por exemplo a trajetória de recuperação dos novos, os movimentos de importação e índice de confiança dos consumidores”, afirma Miguel Vassalo.

Ano 2020 até pode fechar com números surpreendentes

Com base neste cenário, o mercado luso de usados poderá encerrar 2020 num melhor patamar do que se chegou a temer, de acordo com a previsão do country manager da Autorola Portugal. “O recente agravamento da situação epidemiológica vem aumentar o já existente nível de incerteza. No entanto, a pouco menos de dois meses e meio do final do ano e se não houver até lá nenhuma disrupção, diria que vai fechar bastante melhor do que poderíamos imaginar no início da pandemia: Um ano forte e dinâmico do ponto de vista dos usados”, remata Miguel Vassalo.

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