Empresas: Estes são os 5 passos para vencer a crise

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A falta de tempo e de recursos é hoje um dos maiores desafios das pequenas e médias empresas. Com a pandemia, as empresas portuguesas enfrentam o desafio da sobrevivência, sem fim à vista. Damos-lhe aqui alguns pequenos passos que poderão ajudar a reverter essa situação.

O equilíbrio entre custos e liquidez determina a continuidade das empresas e, por isso, deve ser uma prioridade tão urgente quanto recuperar o nível de vendas.

A pandemia veio alertar as empresas para a urgência da redução de custos. Num contexto de crise, a tendência é cortar nos recursos humanos de forma pouco estratégica. No entanto, esta decisão poderá revelar-se, danosa para o negócio.

O primeiro foco das empresas deve ser a gestão de compras. Esta é uma das formas mais rápidas e eficazes de reduzir custos e obter liquidez.

Todavia, esta opção nem sempre é considerada. Quer seja pela falta de tempo, de recursos, de know-how, quer por conta de alguns mitos que importa desconstruir.

4 Mitos Empresariais

– A nossa experiência numa determinada área de compras garante-nos as melhores condições em qualquer categoria de custos;

– Os acordos globais são sempre melhores do que acordos locais;

– Ter um fornecedor mais antigo traduz-se sempre num melhor preço e serviço;

– É provável que eu esteja a pagar um preço semelhante aos dos meus concorrentes e empresas semelhantes.

Assim, segundo João Costa, responsável em Portugal da Expense Reduction Analysts, existem alguns passos que podem ser decisivos no processo de gestão de compras.

Passos para vencer a crise

1. Reavaliar custo a custo

empresas custos criseFazer uma revisão profunda e sustentada das compras em determinadas áreas de custo é essencial.

Primeiro, opte por detalhar os custos existentes e depois, sonde o mercado. Assim, conseguirá perceber que adaptações devem ser feitas para gerar liquidez.

Descubra quais os custos que podem ser otimizados, qual a categoria que tem maior orçamento e quais as oportunidades de poupança. Deverá ainda questionar quais os mitos na sua gestão das compras.

2. Olhar para os fornecedores como parceiros de negócio

empresas custos criseÉ importante ser honesto com fornecedores e ter uma visão de parceria e crescimento mútuo.

Por isso, as empresas devem propor sempre acordos win-win que permitam reduzir custos. Mas, que garantam também a sustentabilidade de ambas as partes.

3. Não colocar em risco a operação

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O objetivo principal mantém-se: reduzir os custos sem afetar a operação.

Segundo o Princípio de Pareto, 80% dos custos de uma empresa estão alocados a 20% dos fornecedores.  E, em grande parte dos casos, estes 20% são indispensáveis às empresas.

Por isso, é importante fazer uma gestão estratégica e planificada dos custos. Assegure a qualidade e o funcionamento da cadeia de abastecimento que poderá estar bastante condicionada pela pandemia.

4. Olhar além dos custos centrais

empresas custos criseOs custos centrais ou core das empresas já são alvo de uma análise e investimento de recursos significativos.

No entanto, nem todas são geridas com o mesmo rigor. Quer seja por falta de tempo, de competências internas ou de benchmark das melhores práticas de mercado.

É importante reverter esta situação. Pois, grande parte da otimização de custos pode vir da gestão aprofundada destas compras. Por exemplo, a gestão de frota; a energia; os transportes; a logística; as limpezas; o IT; os custos bancários, os materiais promocionais; e as embalagens.

5. Avaliar regularmente os contratos

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As empresas devem fazer uma reavaliação regular dos contratos, de modo a detetar o máximo de oportunidades de poupança.

Por exemplo, no ano passado tornou-se pertinente negociar os contratos de fornecimento de energia, dada a descida significativa de preços. No entanto, nem todas as empresas percecionaram esta oportunidade.

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