PSA e Fiat Chrysler selam acordo para fusão

25 DEZEMBRO PSA FCA FUSAO LP

A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e a Peugeot SA (Groupe PSA) assinaram um memorando de entendimento vinculativo para a fusão 50/50 anunciada no fim de outubro.

A combinação proposta deverá ficar completa num período que os dois construtores preveem de 12 a 15 meses, estando sujeita às habituais condições de implementação, incluindo a aprovação por parte dos acionistas de ambas as empresas e a luz verde das várias autoridades.

A empresa que resultar da fusão entre os grupos francês e ítalo-americano será o quarto maior construtor automóvel global em termos de unidades vendidas (8,7 milhões de veículos por ano), com receitas combinadas de quase 170 mil milhões de euros e lucro operacional recorrente de mais de 11 mil milhões de euros (excluindo Magneti Marelli e Faurecia) por ano.

Estima-se que as sinergias anuais ascendam a 3,7 mil milhões de euros. Esse valor será conseguido, em boa parte, por uma alocação “mais eficiente de recursos para investimentos em larga escala em plataformas de veículos, motorizações e transmissões e tecnologia, assim como da maior capacidade de compra inerente à nova escala do grupo combinado”. As empresas preveem que 80% das sinergias sejam alcançadas após quatro anos, com o custo total único de obtenção das sinergias estimado em 2,8 mil milhões de euros.

As eficiências serão, de acordo com as partes, obtidas da otimização de investimentos nas plataformas de veículos, nas famílias de motores e novas tecnologias, assim como o aproveitamento do aumento de escala. Mais de dois terços dos volumes serão concentrados em duas plataformas, com aproximadamente três milhões de viaturas por ano cada uma, a Pequena e a Compacta/Média.

 

Carlos Tavares CEO por cinco anos

O conselho de administração do novo grupo terá 11 membros. Desses, cinco serão nomeados pela FCA (incluindo John Elkann como presidente) e outros cinco pelo Groupe PSA. O português Carlos Tavares, que é no presente o CEO da PSA, será membro do conselho de administração e CEO da nova empresa.

A nossa fusão representa uma enorme oportunidade para assumirmos uma posição mais forte na indústria automóvel enquanto procuramos dominar as mudanças para um mundo de mobilidade limpa, segura e sustentável, fornecendo aos nossos clientes produtos, tecnologias e serviços de classe mundial. Estou plenamente convencido de que, fruto do seu imenso talento e mentalidade colaborativa, as nossas equipas irão conseguir alcançar, com entusiasmo, uma performance maximizada”, refere Carlos Tavares.

O britânico Mike Manley, que está à frente da FCA desde julho de 2018, altura em que Sergio Marchionne (entretanto falecido) abandonou o cargo por motivos de saúde, recorda a história de sucesso de ambas as partes. “Esta é a união de duas empresas com marcas incríveis e equipas de gestão muito qualificadas. Ambas atravessaram tempos difíceis e emergiram como empresas ágeis, inteligentes e formidáveis. As nossas pessoas partilham um traço comum: veem os desafios como oportunidades a abraçar e o caminho a percorrer para nos tornarmos ainda melhores no que fazemos”, indica Manley.

 

0 Shares:
Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Artigos recomendados