Covid-19: o impacto na indústria automóvel

COVID 19 IMPACTO INDUSTRIA AUTOMOVEL

Passaram-se pouco mais de três meses desde o primeiro caso confirmado do Covid-19, em dezembro de 2019, mas o mundo tal como o conhecíamos já mudou. As rotinas alteraram-se e a desaceleração económica é uma realidade incontornável.

Os organismos internacionais e os governos nacionais desdobram-se em medidas para tentar impedir a propagação da doença, mas quase todos os setores de atividade estão a ser afetados. E a indústria automóvel não é exceção. Este artigo pretende refletir sobre o impacto da crise do Covid-19 no setor automóvel, assim como as suas consequências no mercado de renting.

Para evitar uma maior propagação do coronavírus, a maioria dos fabricantes de automóveis está a tomar as devidas precauções, seja através da suspensão da produção ou das encomendas. No entanto, esta pandemia é apenas a mais recente de uma série de desafios que o setor automóvel tem vindo a enfrentar.

Como sabemos, nos últimos anos, esta indústria tem vindo a lidar com diversos fenómenos ligados à disrupção na mobilidade. Por exemplo, os fabricantes de automóveis tiveram de lidar com as mudanças nas necessidades de mobilidade dos consumidores, com tecnologias emergentes (p. ex., inteligência artificial e automatização) ou normas ambientais cada vez mais rigorosas.

 

5 barreiras à produção de novos veículos

Atualmente, a indústria automóvel está a ser afetada por cinco aspetos que estão a ter consequências na produção de novos veículos:

  1. Suspensão da produção – Os fabricantes de automóveis suspenderam as suas atividades de produção por motivos sanitários, para proteger a saúde dos colaboradores.
  2. Suspensão de fornecimento de componentes – todos os anos são importados da China mais de 34 mil milhões de dólares em componentes automóveis. Uma vez que muitas fábricas na China foram gravemente afetadas pela epidemia, tem sido mais difícil obter peças. Embora muitas fábricas chinesas estejam já a funcionar, há países que colocaram em vigor restrições às importações, o que limita o movimento de produtos não essenciais – incluindo componentes automóveis.
  3. Fecho dos pontos de venda – como os concessionários estão a ser forçados a fechar, de modo a proteger a saúde dos seus colaboradores e clientes, muitos fornecedores automóveis encontram-se privados da sua rede de pontos de venda tradicional.
  4. Encerramento dos serviços de registo automóvel – os serviços públicos não essenciais também estão a ser encerrados, o que torna impossível o registo de novos veículos.
  5. Diminuição da procura – como seria de esperar, registou-se uma diminuição significativa da procura de veículos novos no mercado automóvel mundial.

Felizmente, do ponto de vista dos fabricantes, há um lado positivo em toda esta situação: a diminuição da procura está a causar um aumento de stock. Embora os elevados níveis de stock nem sempre sejam o desejado, os fabricantes automóveis poderão beneficiar de uma maior agilidade, permitindo-lhes capitalizar a subida da procura quando a situação se começar a normalizar.

Ainda assim, a curto prazo, a escassez de veículos novos afigura-se como o maior desafio para a indústria do renting.

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